Secretaria de Saúde de Marília alerta risco de agravamento por longas filas de TDAH e autismo
Parecer técnico indica necessidade de ação conjunta com o Estado; 1.543 crianças aguardam diagnóstico em neurologia pediátrica, 450 no Núcleo Neurodivergente e quase 5 mil na ortopedia.

A Secretaria Municipal da Saúde de Marília divulgou um parecer técnico que aponta a necessidade de atuação integrada com o Governo do Estado para reduzir as filas de atendimento a pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Filas e riscos
Segundo os dados apresentados, 1.543 pacientes aguardam em fila de espera por atendimento em neurologia pediátrica, enquanto 450 permanecem no Núcleo Neurodivergente. Na ortopedia clínica, o número chega a 4.904 pessoas. O atraso compromete o diagnóstico precoce, o início do tratamento e a emissão de laudos neuropsicológicos essenciais para acesso a terapias e medicamentos pelo SUS.
Demandas e articulação com o Estado
O documento, encaminhado à Câmara Municipal após requerimento da vereadora Fabiana Camarinha (Podemos), destaca a insuficiência de serviços e o risco de agravamento clínico. A Secretaria solicita a contratação urgente de especialistas e a realização de mutirões, além de reforçar a importância da parceria com o Departamento Regional de Saúde (DRS IX) para ampliar a capacidade de atendimento.
Próximos passos
A administração municipal enfatiza que a demanda deve ser reavaliada periodicamente, com foco na redução das filas e garantia dos direitos dos usuários do SUS. O apoio estadual é visto como crucial para otimizar recursos e melhorar a qualidade de vida das crianças e famílias afetadas.
Fonte: marilianoticia.com.br


