Prefeitura de Pompeia demite 120 funcionários da Santa Casa e propõe parcelamento de rescisões

Gestão de Diogo Ceschim não cumpre repasses financeiros ao convênio, gerando o maior corte de pessoal da história do hospital municipal

Por Redação Conexão 294

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Prefeitura de Pompeia demite 120 funcionários da Santa Casa e propõe parcelamento de rescisões

PREFEITURA QUEBRADA IMPÕE 120 DEMISSÕES NA SANTA CASA — E QUER PARCELAR ATÉ A RESCISÃO DOS DEMITIDOS

Sem dinheiro para honrar repasses prometidos, gestão Ceschim empurra a conta para os trabalhadores da principal instituição de saúde da cidade


A Prefeitura de Pompéia não tem dinheiro. E a solução encontrada pela gestão do prefeito Diogo Ceschim é simples: demitir 120 funcionários da Santa Casa — e ainda parcelar o que deve a eles na rescisão.

O fato está documentado. Em ofício protocolado na última terça-feira, 26 de maio, a direção da Santa Casa comunicou oficialmente ao prefeito e à responsável pela saúde municipal, Gisele Cristina Luiz May, que o município não está cumprindo os repasses financeiros previstos em convênio — e que, por isso, o hospital não tem mais como manter seu quadro de funcionários.

A promessa que virou papel

Desde 2025, a Prefeitura assinou um convênio com a Santa Casa com uma obrigação clara: repassar os recursos necessários para o hospital funcionar. O compromisso está escrito. E não está sendo cumprido.

A solução encontrada: demitir e parcelar

Com as contas no vermelho, a gestão Ceschim apresentou duas saídas. A primeira: demitir os funcionários e parcelar as rescisórias — algo que a lei só permite em situação excepcional, mediante negociação com o sindicato e aprovação do Ministério Público do Trabalho. A segunda: demitir em etapas e pagar tudo de uma vez — mas apenas se a Prefeitura repassar o dinheiro, o que até agora não acontece.

Em qualquer cenário, quem demite é a Santa Casa. Quem não paga é a Prefeitura. E quem arca com as consequências são os trabalhadores.


Os números

Só na primeira fase, seriam 49 demissões entre junho e setembro, com custo estimado de até R$ 1,24 milhão. Se o plano completo for executado, 120 trabalhadores perderão o emprego — o maior corte de pessoal já registrado na história da Santa Casa de Pompéia.

O que está em jogo para a cidade

A Santa Casa é o principal equipamento de saúde de Pompéia e atende toda a região. Menos funcionários significa menos atendimentos, mais filas e mais espera — para toda a população.

A Prefeitura não pagou o que assinou. Agora quer que trabalhadores esperem para receber o que é deles por lei. Isso tem nome: é a crise que a má gestão produz — e quem paga são sempre os mais vulneráveis.

Fonte: Redação Conexão 294

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