Fundação Bill & Melinda Gates inicia revisão sobre ligação com Jeffrey Epstein

Organização busca transparência após controvérsias envolvendo o financista condenado por crimes sexuais e a associação de Bill Gates.

Por Redação Conexão 294

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Fundação Bill & Melinda Gates inicia revisão sobre ligação com Jeffrey Epstein

A Fundação Bill & Melinda Gates anunciou, nesta terça-feira (21), o início de uma revisão externa detalhada sobre sua relação com o financista Jeffrey Epstein, que foi condenado por crimes sexuais e faleceu em 2019. A iniciativa surge em resposta a crescentes controvérsias e questionamentos sobre a associação de Bill Gates, presidente do conselho da fundação, com Epstein.

A revisão foi encomendada no início do ano pelo CEO da Fundação Gates, Mark Suzman. O objetivo é avaliar o envolvimento passado da organização com Epstein e, simultaneamente, fortalecer as políticas internas de verificação e desenvolvimento de novas parcerias filantrópicas. “A revisão está em andamento e esperamos que o conselho e a administração recebam uma atualização neste verão”, informou a fundação em comunicado.

Em janeiro, a divulgação de e-mails pelo Departamento de Justiça dos EUA revelou comunicações entre Epstein e funcionários da Fundação Gates, intensificando a pressão. Documentos também incluíam fotos de Bill Gates ao lado de Epstein e de mulheres com rostos censurados. Bill Gates já havia afirmado que sua relação com Epstein era estritamente filantrópica e que encontrar-se com ele foi um erro, negando qualquer envolvimento com as vítimas dos abusos sexuais do financista. Em uma reunião interna em fevereiro, Gates “assumiu responsabilidade por suas ações” relacionadas aos vínculos com Epstein, segundo um porta-voz da organização.

A fundação, uma das maiores financiadoras mundiais de iniciativas de saúde global, havia declarado em fevereiro que não realizou pagamentos financeiros a Epstein nem o empregou em qualquer momento, lamentando qualquer interação de seus funcionários com ele. A notícia da revisão foi primeiramente divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, que citou um memorando de Suzman aos funcionários, destacando que este é um “momento desafiador” para a organização, mas que ressalta a importância de “tomar as decisões difíceis agora”.

Fonte: g1.globo.com

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