Avenida Tiradentes de Marília: história de transformação urbana e memórias curiosas
Via que conecta centro à zona sul da cidade carrega décadas de desenvolvimento e episódios marcantes

A avenida Tiradentes, principal ligação entre o centro e a zona sul de Marília, carrega mais do que apenas o nome do herói da Inconfidência Mineira. Com cerca de dois quilômetros de extensão, a via representa décadas de transformação urbana e abriga memórias curiosas da cidade.
De estrada de terra a corredor urbano
A origem da avenida remonta ao final dos anos 1950, quando ainda era uma simples estrada de terra. O nome foi oficializado pela Lei 1.133, de 25 de abril de 1964, homenageando Joaquim José da Silva Xavier, executado em 1792 e que se tornou símbolo nacional.
A transformação aconteceu gradualmente: em 1971 iniciaram-se as desapropriações para alargamento, o asfalto chegou em 1974, e a iluminação pública foi instalada a partir de 1976. No início dos anos 1990, a avenida ganhou ainda mais importância com a construção de um viaduto sobre a rua Bahia, estendendo-se até a rua Maranhão.
Comércio e estabelecimentos históricos
Desde sua formação, a Tiradentes consolidou-se como eixo exclusivamente comercial. Empresas marcaram época no local, como a casa de materiais Melhoramentos, a Silva Tintas, o bar Plaza e os supermercados Santo Antônio, Sé e Mercosuper. A avenida também abrigou um clube nipônico com campos de futebol e beisebol, onde hoje funciona um Habib's.
Atualmente, a via reúne concessionárias, comércios diversos e órgãos públicos como Justiça do Trabalho e Defesa Civil. Entre os estabelecimentos mais antigos, destacam-se uma churrascaria e uma empresa de portas e janelas, ambas com mais de três décadas.
Episódios curiosos
A avenida também foi cenário de eventos inusitados. No início dos anos 1990, a inauguração de uma ampliação terminou em confusão quando a banda Placa Luminosa não conseguiu chegar devido às chuvas, resultando na destruição do palco pela frustração do público.
Em 1998, um grande incêndio destruiu o barracão do antigo Instituto Brasileiro do Café, forçando a retirada emergencial de animais de um circo próximo, incluindo ursos e cavalos. A área, doada posteriormente à Famema, aguarda a construção da sede da instituição de ensino.
Fonte: marilianoticia.com.br


