Policial penal segue foragido há 5 meses após tiroteio em supermercado de Marília

Gilson Junior dos Santos está com salários bloqueados e pode ser demitido por abandono de cargo

Por Redação Conexão 294

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Policial penal segue foragido há 5 meses após tiroteio em supermercado de Marília

O policial penal Gilson Junior dos Santos, de 50 anos, permanece foragido da Justiça há mais de cinco meses, acusado de tentativa de homicídio após atirar contra um vizinho dentro de um supermercado no bairro Palmital, zona norte de Marília.

A Polícia Penal do Estado de São Paulo confirmou que o servidor está com o pagamento dos salários bloqueado e não comparece ao trabalho na unidade prisional de Getulina desde 16 de novembro, um dia após o crime. A corporação informou que foi solicitado o bloqueio administrativo dos vencimentos devido à ausência de efetivo exercício.

Crime registrado por câmeras

O tiroteio ocorreu na noite de 15 de novembro em um supermercado da avenida República. Segundo as investigações, Gilson efetuou três disparos contra Johnny da Silva Sarmento, que foi atingido no abdome e nas costas. As imagens de segurança registraram o pânico entre clientes e funcionários do estabelecimento.

Após os disparos, o policial ainda teria chutado a vítima, que já estava caída, antes de fugir do local. Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília.

Motivação e consequências

O crime teria sido motivado por uma rixa antiga entre os vizinhos, que acumulavam mais de 10 anos de desentendimentos e ameaças mútuas. O Ministério Público denunciou o policial por tentativa de homicídio qualificado, com quatro agravantes: motivo fútil, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Gilson, mas as diligências para localizá-lo não tiveram sucesso. Além das consequências criminais, o agente enfrenta processo administrativo que pode resultar em demissão por abandono de cargo, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária.

A defesa do policial contesta a denúncia e alega legítima defesa, argumentando que o cliente foi provocado e ameaçado pela vítima dentro do supermercado.

Fonte: marilianoticia.com.br

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