Furto de cabos de energia triplica no Brasil e gera prejuízos milionários

Crescimento alarmante do roubo de fiação elétrica e de telecomunicações afeta milhões de consumidores e movimenta mercado ilegal de cobre.

Por Redação Conexão 294

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Furto de cabos de energia triplica no Brasil e gera prejuízos milionários

O Brasil tem enfrentado um aumento expressivo no número de furtos de cabos de energia e telecomunicações, um problema que triplicou em apenas um ano, gerando prejuízos que alcançaram a marca de R$ 90 milhões em 2025.

A prática, que se tornou comum em diversas cidades, envolve a queima do plástico para a retirada do cobre, um metal valioso no mercado clandestino. Em Belo Horizonte, um flagrante de um homem pendurado a três metros do chão, tentando furtar fios, chamou a atenção e foi registrado por um morador, que acionou a polícia. O criminoso conseguiu fugir, mas deixou para trás um cabo de telecomunicação cortado, evidenciando a ousadia dos ladrões.

Impacto e Modalidades dos Furtos

Os números revelam a gravidade da situação: os furtos de cabos de energia saltaram de 300 toneladas em 2024 para 975 toneladas em 2025. Consequentemente, o prejuízo financeiro para as empresas e para a sociedade subiu de R$ 50 milhões para R$ 90 milhões no mesmo período.

No Ceará, por exemplo, 200 km de fios furtados em 2025 deixaram cerca de 450 mil clientes sem energia. Em Santa Catarina, as ocorrências quase dobraram nos últimos dois anos. No Rio de Janeiro, uma concessionária que atende 31 municípios estima um prejuízo de R$ 34,5 milhões em 2025. Na capital fluminense, criminosos chegaram a se disfarçar com uniformes de concessionárias para furtar cabeamento subterrâneo, resultando na prisão de duas pessoas.

A Rede do Crime Organizado

A polícia aponta que os furtos de cabos fazem parte de uma complexa cadeia criminosa. O cobre furtado é encaminhado para ferros-velhos clandestinos, onde é misturado com metal de origem lícita para dificultar o rastreamento. Posteriormente, o material segue para a indústria de transformação e retorna ao mercado como cabos novos. Segundo Rômulo Dias, chefe do 1º departamento da Polícia Civil de Minas Gerais, a retirada de um receptador do mercado é crucial para desarticular essa cadeia de crimes.

Fonte: g1.globo.com

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